Mizael Bispo é condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de Mércia Nakashima
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Mizael Bispo da Silva (à frente) ouve o juiz Leandro Cano (que não aparece na foto) ler a sentença
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O corpo de Mércia Nakashima foi encontrado em junho de 2010 em uma represa de Nazaré Paulista
Sobre o agravante de crime torpe, por exemplo --segundo a acusação, Mizael se sentia humilhado pelo fim do relacionamento--, o magistrado definiu: "muitos crimes são cometidos em nome do amor, que mas que tipo de amor é esse?", indagou, para completar: "Quando é amor o que se sente, não há o mínimo desejo de se livrar da pessoa amada. O sentimento amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, esse faz sofrer", classificou.
Ao final, o juiz fez a leitura dos agradecimentos com a voz embargada. Ao todo, foram quatro dias de júri no Fórum de Guarulhos (Grande SP).
Após a leitura da sentença, Claudia Nakashima, irmã de Mércia que acompanhava o julgamento, gritou "assassino maldito!" a Mizael, que voltará ao presídio militar Romão Gomes --onde estava desde o ano passado-- após deixar o prédio do fórum.
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A
mãe de Mércia Nakashima, Janete (à direita), chega ao Fórum de
Guarulhos, na Grande São Paulo, para o primeiro dia de julgamento do
advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza, nesta
segunda-feira (11). Durante o depoimento do filho Márcio, a primeira
testemunha chamada pela acusação, Janete balançou a cabeça, chorou e
chegou a fechar os olhos e apertar as mãos, como se fizesse uma oração Leia mais Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo
Ao todo, os jurados analisaram seis quesitos para responder sim ou não e decidir se o policial reformado era ou não culpado pelo crime. Entre eles, figuraram, por exemplo, se o réu "concorreu para o crime", se "o jurado absolve o acusado" e se o crime foi praticado "por motivo torpe, em razão da insatisfação com o rompimento" do relacionamento amoroso. Ainda foi questionado aos jurados se houve emprego de "meio cruel" à vítima. Eles se reuniram para decidir às 16h25.
Ao todo, os jurados ouviram os depoimentos de nove testemunhas --cinco da acusação, três da defesa (que dispensou outras duas) e uma do juízo-- e o interrogatório do réu, que falou nesta quarta-feira (14) apenas respondendo a perguntas da defesa, uma vez que o promotor do caso, Rodrigo Merlin Antunes não quis inquiri-lo.
Entre os depoimentos, se destacaram o de Márcio Nakashima, irmão da vítima, e do delegado Antonio Assunção de Olim, responsável pela investigação do caso. Ambos foram arrolados pela acusação.
Mais julgamento
"Mizael era muito ciumento, possessivo e se transformou. Ele ligava várias vezes para a Mércia", afirmou Márcio, que, alegando medo, pediu para que o réu fosse retirado do plenário durante o depoimento. Como é advogado e trabalha em sua própria defesa, o réu pediu para continuar na sala, mas o juiz negou.
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