 O
deputado Luiz Couto (PT) disse da tribuna da Câmara Federal, na
segunda-feira (8), que a reação de alguns funcionários públicos à
retirada do símbolo da caveira da farda, dos quarteis, documentos e
carros do BOPE da Paraíba é uma inversão antirrepublicana.
Para Couto, setores da polícia, inclusive pessoas com cargos de comando,
praticam o corporativismo e perderam o foco da razão da existência do
serviço público, "que é o de servir a sociedade dentro da observância da
lei e das normas do poder público".
O parlamentar ressaltou que ao cumprir a resolução da Secretaria
Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, que veda o uso
em fardamentos e veículos oficiais de símbolos e expressões com
conteúdo intimidatório e ameaçador, bem como de frases, jargões e
jingles que façam apologia ao crime e à violência, a PM paraibana está
simplesmente se subordinando a uma norma oficial, "obrigação de cada
cidadão, de cada instituição, de cada autoridade".
Luiz Couto lembrou que a caveira e sua faca não são "na nossa cultura" a
imagem que determinados setores da polícia apregoam. "Na nossa cultura,
a caveira simboliza antes de tudo o perigo, o medo, a morte. No
contexto da sociedade brasileira estas são as primeiras mensagens que a
caveira transmite. É isto que está no imaginário", enfatizou.
O deputado afirmou que "as ressignificações" que alguns grupos dão para a
caveira são restritas a códigos internos destes grupos, sejam
roqueiros, motoqueiros e tribos urbanas das mais diversas. Acrescentou
que um policial em atividade é antes de tudo um servidor público. "Não é
um sócio de um clube, um membro de uma tribo urbana e nem o adepto de
uma vertente musical ou de uma rede para agregação de amigos".
Por fim, repetiu o que tem apregoado: a caveira é símbolo de morte e não
condiz com o direito humano à justiça, à segurança e à paz. "Muito
menos com os atributos que defendemos para a polícia: inteligência,
coragem, ação".
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