 “Fernanda,
venha aqui por favor”. Este foi o argumento de Jefferson Luiz de
Oliveira para atrair a estudante Fernanda Hellen para dentro de sua
residência. Dentro da casa o assassino exigiu dinheiro porque queria
comprar droga. A revelação foi feita pelo delegado Aldroville Grise,
encarregado das investigações sobre o desaparecimento da estudante.
Fernanda ainda disse para o criminoso que ia ligar para seu avo e pedir o
dinheiro. Nesse momento Jefferson rebateu aparelho celular do bolso
esquerdo da criança e disse para ela “você está sequestrada”.
Segundo o relato do delegado, a menina tentou gritar e correr foi quando
Jefferson deu uma “gravata” na garota e ela desfaleceu. Como estava
sozinho em casa ele colocou o corpo debaixo da cama onde ele dormia com a
esposa.
A frieza de Jefferson Luiz foi mais além. Após esconder o corpo, ele
colocou o telefone celular entre ursos de pelúcia de uma filha dele de 3
anos.
Segundo o delegado, Jefferson trabalhava no período noturno, enquanto
que sua esposa durante o dia. Quando a esposa chegou e para não levantar
desconfiança, o criminoso forjou uma briga com a esposa que resolveu
sair e dormir na casa de sua mãe, sogra dele.
Após a saída da esposa, ele voltou a usar droga, o que já havia feito
quando atraiu a menina. Mas, devido a movimentação quando foi
confirmado, cerca de 5 horas depois o desaparecimento da estudante não
conseguiu dar fim ao corpo. A esposa retornou, foi para o quarto, ainda
assistiu televisão sentada na cama e depois saiu.
O delegado narrou ainda que o bandido chegou a tirar o short e as
sandálias da garota e jogou no lixo e somente na madrugada do dia 10 de
janeiro, quase três dias após o desaparecimento, ele conseguiu o seu
intento. Enrolou o corpo numa piscina de plástico, cavou a cova usando
uma faca de mesa e uma colher de pedreiro. Ela foi enterrada de blusa e
calcinha.
Ainda na narrativa, durante a entrevista, o delegado disse que Jefferson
com o celular de Fernanda e 200 reais que havia recebido da rescisão de
contrato foi até o centro da capital, comprou cinco pedras de crack e
em seguida encontrou com a jovem prostituta (testemunha) e com ela
entraram numa pousada que serve para consumo de droga. Para ter acesso
pagou R$ 10.
Após o consumo da droga, ele entregou o celular a mulher e mandou ela
trocar por crack. “Ele revelou que consumiu cerca de 20 pedras e somente
conseguiu dormir 48 horas depois”.
Para desvendar o assassinato o delegado Aldroville Grise revelou que
após intenso levantamento, conseguiu localizar o celular que estava em
poder da polícia desde o dia 29 de janeiro.
Na coletiva o delegado disse que as investigações vão continuar, pois
existe a suspeita de violência sexual contra a estudante. Ele informou
que também vai conversar novamente com a esposa de Jefferson para saber a
partir de quando ela passou a suspeitar do marido. “Mulher sabe com
quem convive” disse o delegado André Rabelo, que participou da coletiva.
Jefferson Luiz Oliveira Soares estava residindo há cerca de três anos na
rua Grazielle Feitosa Barbosa, Bairro Alto do Mateus, em João Pessoa a
apenas 30 metros da casa da estudante.
O criminoso desde a divulgação do desaparecimento de Fernanda Hellen,
passou a ajudar os familiares da estudante, inclusive distribuindo
panfletos, indo a casa do pai da garota, Fábio Cabral, para consolá-lo.
Viciado em droga, ele é pai de uma menina de 3 anos e padastro de um menino de 8 anos que, ambos eram amigos de Fernanda Hellen.
Ao final da entrevista o delegado Aldroville Grise informou que
Jefferson Luiz Soares foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e
latrocínio (matar para roubar), pois ele tomou o telefone celular da
estudante e depois praticou o crime.
O corpo de Fernanda Hellen se encontra na Gerência Executiva de Medicina
e Odontologia Legal – GEMOL, para necropsia e, de acordo com o diretor
em exercício do IPC, Israel Aureliano, ainda não previsão da liberação
do cadáver para o sepultamento.
VITRINE DO CARIRI |
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