quinta-feira, 14 de março de 2013

Eu aumento, mas não amamento

Paisagem de cemitério
Volto a dizer: é uma pena que a presidente Dilma tenha vindo à Paraíba sem visitar o sertão. Ela, como presidente de todos os brasileiros, deveria conhecer os brasileiros jogados nestes ermos secos, enfrentando este calor abrasador, essa secura na língua, a falta de água para beber, o gado morrendo pelas estradas, o sol queimando as carcaças e transformando a paisagem neste cemitério que meus olhos agora mesmo estão espiando e constatando que, do jeito que vai, não tem jeito que dê jeito.
Só paliativos
Se insisto em falar de Dilma, faço-o por saber que ela, como chefe da nação, tem a obrigação de socorrer esse povo, não só pelo fato de ser eleitor e ter votado nela, mas por ser brasileiro, nascido nesse torrão chamado Brasil, embora um torrão jogado às traças, destruído pelo fogo do sol e desenganado pela falta de esperança. O que a presidente fez até agora por esse povo só foi paliativo, carrinhos pipas de transportar água barrenta e nada mais.
Meninos, eu vi
Escrevo direto do sertão, da região de Sousa, onde os açudes estão secando, a produção de cocos se esvaindo, o maior açude da região transformado em fossa, recebendo a merda da vizinhança sob as barbas das chamadas autoridades constituídas, e onde não se produz nada porque nada nasce nesse chão rachado.
SOS Seca
E vendo isso, sentindo esse drama, testemunhando a dor dessa gente, sofrendo com esse calor de forno, pergunto: cadê o SOS Seca da Assembléia Legislativa, pra que serviu aquele passeio de ônibus luxuoso pelas quebradas do sertão transportando Ricardo Marcelo e sua gente?
Prefeitos nem aí
Os prefeitos da região não estão nem aí para o problema. Os portais do sertão noticiam ações meramente politiqueiras, recheadas de fofocas, fuxicos sem futuro dos prefeitos e prefeitas, os atuais jogando lama nos que passaram e os chamados ex, com saudades dos peitinhos, esculhambando com seus sucessores, enquanto o agricultor toma no fundo e se lasca sozinho.
Não vai chover
Vendo o quadro que estou vendo, sem nuvens no céu, sem mudanças no clima e o mês de abril se aproximando, sou obrigado a concluir que 2013 não vai ser diferente de 2012, a seca continuará, o resto da bicharada será dizimada e ao matuto da roça não restará outra alternativa que não seja a de arrumar os troços e ir trabalhar como escravo nos canaviais do sul. Infelizmente. Blog Tião Lucena.

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