
Vice-prefeito diz que dinheiro gasto com a Copa daria para construir 4 mil novos açudes
O Vice-prefeito de Monteiro, Cajó Menzes, afirmou na tarde dessa
quarta-feira, 20, que o dinheiro público utilizado para construção e
recuperação de estádios para a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no
Brasil no próximo ano, daria para construir cerca de 4 mil novos açudes
no Nordeste Brasileiro, que enfrenta uma das maiores secas dos últimos
tempos.
O Vice-prefeito afirmou que a população monteirense está contente com as
chuvas caídas no município nessa terça-feira, 19, que serviram para
atender alguns reservatórios de água, mas que o prejuízo causado pela a
estiagem é inestimável.
Ele declarou que o Governo Federal tem buscado investimentos paliativos
como bolsa estiagem, distribuição de ração e carros pipas, mas que isso
não seria o suficiente para sanar o problema que atinge os municípios
afetados, em especial Monteiro, que é o maior em área territorial do
Estado.
“A população precisa de investimentos mais concretos para que possa sair
dessa situação. Quando chega a seca, acaba tudo e o nordestino vai
sofrer e viver humilhado aos pés dos governos. O nosso povo quer
investimentos reais, como a construção de novos açudes para
armazenamento de água. Não sou contra a Copa, mas enquanto o Governo
Federal gasta bilhões com o evento, o nordestino perde tudo e poderia
ser melhor atendido com esses reservatórios que amenizariam o sofrimento
da população”, disse o Vice.
Cajó Menezes disse que o Governo Federal deveria se sensibilizar com a
situação vivenciada pelos nordestinos e destinar recursos para a
construção de novos açudes, como exemplo, do que foi construído na
comunidade rural do Mocó, em uma parceria firmada entre a Prefeitura de
Monteiro, com o Ministério da Integração Nacional, onde foram investidos
cerca de R$ 1 milhão de reais, que com as chuvas caídas
recentemente, conseguiu armazenar uma grande quantidade de água, que
contribuirá para durante um período de tempo amenizar o sofrimento da
população, principalmente da zona rural.
Ele frisou que estará realizando uma caravana na próxima terça-feira,
26, com representantes do legislativo monteirense, imprensa e
instituições, para fazer um relatório dos estragos causados pela seca no
município e encaminhar ao Ministro da Integração, Fernando Bezerra, que
visitará o município no próximo dia 05 de abril, como forma de
apresentar a realidade dos prejuízos da estiagem, como também, solicitar
recursos do Governo Federal, para iniciativas que seriam importantes
quando um novo momento de seca atingir a região, como a construção de
novos açudes, perfuração de poços, sistemas de irrigação alternativos e
construção de cisternas.
“Não podemos ficar calados diante do quadro que estamos vendo. Todos
sabem que durante períodos o Nordeste sofre com a estiagem, os governos
deveriam investir em meios mais sólidos, que amenizem o sofrimento do
povo durante esse período causticante. Vamos apresentar um relatório da
situação, prejuízos causados, mas apresentaremos sugestões de meios que
podem ajudar na melhor convivência com a seca”, concluiu Cajó.
Na manhã dessa quarta-feira, 20, o Vice-prefeito visitou a comunidade
rural do Mocó, acompanhado pelo Secretário de Comunicação, Edcarlos
Farias e do Gerente de Transportes, João Jacinto, para verificar água
armazenada pelo açude construído recentemente no município.
Confira os valores gastos com a recuperação e construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014:
Minerão (Belo Horizonte) custo R$ 695 milhões, sendo R$ 400 milhões financiamento federal
Arena Pantanal (Cuiabá) custo R$ 518,9 milhões, sendo R$ 285 milhões financiamento federal
Arena Baixada (Curitiba) custo R$ 234 milhões, sendo R$ 131 milhões financiamento federal
Castelão (Fortaleza) custo R$ 623 milhões, sendo R$ 400 milhões financiamento federal
Arena Amazônia (Manaus) custo R$ 515 milhões, sendo R$ 375 milhões financiamento federal
Arena das Dunas (Natal) custo R$ 350 milhões, sendo R$ 250,5 milhões financiamento federal
Beira Rio (Porto Alegre) custo R$ 330 milhões, sendo R$ 235 milhões financiamento federal
Arena Pernambuco (Recife) custo R$ 529,5 milhões, sendo R$ 397,1 milhões financiamento federal
Maracanã (Rio de Janeiro) custo R$ 808,4 milhões, sendo R$ 400 milhões financiamento federal
Arena Fonte Nova (Salvador) custo R$ 591,7 milhões, sendo R$ 400 milhões financiamento federal
Arena Corinthians (São Paulo) custo R$ 820 milhões, sendo R$ 400 milhões BNDES
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