Bruno nega ser mandante, mas afirma que 'aceitou' que Eliza fosse morta
Em depoimento que já dura cerca de quatro horas, o goleiro Bruno
Fernandes de Souza negou, nesta quarta-feira (06), que tenha
encomendado a morte de sua ex-amante Eliza Samudio, em 2010.
Na primeira parte de sua fala, ao responder os questionamentos da juíza Marixa Fabiane, Bruno creditou o crime a seu ex-braço direito Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Apesar de dizer que não ordenou que Macarrão matasse a modelo, o goleiro afirmou que aceitou quando o amigo o informou de que ela seria assassinada.
Na primeira parte de sua fala, ao responder os questionamentos da juíza Marixa Fabiane, Bruno creditou o crime a seu ex-braço direito Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Apesar de dizer que não ordenou que Macarrão matasse a modelo, o goleiro afirmou que aceitou quando o amigo o informou de que ela seria assassinada.
"Excelência, como mandante dos fatos, não é verdade.
Mas, de certa forma, eu me sinto culpado", afirmou Bruno, no início de
seu depoimento. "Eu não sabia que ela seria executada. Eu não mandei,
mas aceitei", disse.
O goleiro iniciou sua fala relembrando a relação que
teve com Eliza. Segundo o jogador, após engravidar, a jovem o procurou
por diversas vezes para que ele reconhecesse a paternidade do bebê. Após
o nascimento de Bruninho, Eliza procurou a imprensa e denunciou Bruno,
o que, segundo o jogador, causou desconforto.
"Isso sempre colocou em manchetes minha imagem. Aquilo
estava atrapalhando a negociação que eu tinha para ir para um time fora
do Brasil. Isso incomodou todos ao meu redor (empresários, amigos,
familiares)", afirmou o goleiro.
Paralelamente a isso, segundo Bruno, crescia a
importância de Macarrão em sua vida. "Eu ficava por conta somente de
jogar futebol. O Macarrão cuidava de tudo, eu só jogava bola. O Macarrão
era como irmão, tínhamos amizade", disse.
Diante das constantes brigas com Eliza, o goleiro
decidiu se afastar da modelo e tratar as pendências judiciais apenas
por meio de advogados e interlocutores. "A partir do momento que eu
deixei de conversar com a Eliza, o Macarrão assumiu o papel. Ele fez
isso pra mim. O Macarrão passou a conviver mais com ela do que eu",
disse.
O jogador relatou ainda que Macarrão passou a controlar a
rotina na residência em que moravam, no Recreio dos Bandeirantes, no
Rio de Janeiro. "Dentro da minha casa, no Recreio dos Bandeirantes, eu
quase não tinha tempo de usar minhas coisas. Eu sempre ficava em hotel.
Eu reparei com tempo que a Ingrid (então noiva do jogador) estava
triste, ela não falava nada.
Até que um dia ela explicou que o Luiz Henrique começou
a comandar demais, e ela perdeu a liberdade dentro de casa", disse
Bruno. "O Macarrão se sentiu o próprio Bruno. Aquele Bruno que morreu
dentro da penitenciária Nelson Hungria", completou.
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